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Da depressão ao suicídio

Todos ficamos chocados quando alguém põe termo à vida, de forma trágica, principalmente aqueles que até à data, parecem estar bem. Será que ignoramos os sinais que nos dão? Será que “abandonamos” aqueles que estão a passar por uma fase depressiva, com a ideia de “não incomodar”, Será que achamos que a melhor cura para um depressivo, é agir sozinho? Ou não temos paciência, para estar lá quando precisam de nós???

Estas e muitas outras perguntas, invadem qualquer um depois das tragédias (infelizmente), mas como fazer para ajudar? Um pouco da nossa atenção, será suficiente para o doente depressivo, basta querermos!!!Estar atento, só isso, e ser paciente com a pessoa…“EU ESTOU AQUI…”

Um dos factores comuns entre os suicidas é a perda de interesse pela vida, o abandono, a incapacidade de fazer frente a pequenas ou grandes adversidades do dia a dia.
Um só sinal não é revelador de um comportamento suicidário, mas, no conjunto, alguns deste sinais poderão ser importantes:

Falar sobre suicídio ou manifestar preocupações com morte; Discursos de desesperança, desespero ou desânimo;
Perda da auto-estima e amor próprio; Perda de interesse pela família, vida social, animais de estimação e passatempos; Descuido na higiene e aparência pessoal; Cansaço permanente e apatia sem razões visíveis; Choro frequente e sem razão aparente; Perturbações de sono e apetite; Irritabilidade, ansiedade, melancolia ou pânico; Abuso de álcool ou medicamentos; Adquirir produtos venenosos ou uma arma.

Falar abertamente das preocupação, alivia tensões e permite muitas vezes encontrar soluções que afastam a ideia. Voltar as costas e esperar que passe é perigoso. Pensar que quem fala de suicídio, não se suicida pode ser fatal, pelo que não deve ignorar “pedidos de ajuda”.

Aprenda a ouvir. É preciso deixar falar e centrar todo o diálogo na pessoa com o problema.
Não faça julgamentos e evite comentários. Estenda o contacto mais tempo, tanto quanto for possível, até que as suas preocupações deixem de existir.

Se manifestar sentimentos de abandono e pelo desinteresse de todos , com frases do tipo “ninguém se interessa por mim” ou “eu não faço falta a ninguém”. Diga sempre “eu estou aqui e preocupo-me …”.

Por vezes aquilo que pode parecer uma insignificância, é extremamente importante para alguém que se encontra em estado de carência afectiva total.

Onde procurar ajuda:
Linhas SOS para prevenção do suicídio:
SOS Voz Amiga: 800 20 26 69

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